Primeiramente, a todos um feliz ano de 2013. Que frente ao marasmo que tive em 2012, possamos ter um ano novo iluminado, de muita fé, saúde, coragem, conquistas e muitas novidades!
Achei que, ainda que não costume fazer isso, gostaria de compartilhar minha opinião sobre o filme “O Hobbit”, de 2012, e que assisti dia 03 de janeiro de 2013. Devo dizer que, independente de qualquer opinião sobre o filme, valeu cada centavo…

Hobbit
Bem, antes de começar, como autor eu não sou um fã maníaco de Tolkien, ainda que o considere o pai da fantasia moderna e, com toda certeza, o meu pai como autor. Li “O Senhor dos anéis” quando estava no Ensino Médio, ainda antes dos filmes e, logo ao terminá-lo, li “O Hobbit”. Assisti a trilogia “O Senhor dos anéis” e admiro-a demais! Ainda que achei George Lucas um melhor diretor que o Peter Jackson, devo dizer que a coroação da trilogia cinematográfica com 11 Oscars, equiparando-a a “Ben Hur”, é mais que merecida! Porém, também entendo que os livros são livros e os filmes são filmes. Gosto dos dois e crucifiquem-me os puristas!
Sobre o filme: devo dizer que George Lumiere ficaria muito orgulhoso do trabalho do diretor Peter Jackson. O uso da tecnologia de 48 frames por segundo é, simplesmente, fantástico. Devo dizer que ela deve, pelo menos, quintuplicar a nitidez. Eu realmente me senti, da cena inicial à final, como se uma janela tivesse sido aberta e eu estivesse vendo o filme se desenrolando na minha frente, mas sem a ideia de que há uma câmera. Realmente como se eu estivesse nas locações. A experiência é fantástica! É muito interessante poder parar em uma cena e ver poros dos atores ou cabelos desgrenhados… Simplesmente, em minha opinião, o mais fantástico desenvolvimento tecnológico cinematográfico contemporâneo!
Pontos altos: além da tecnologia, o filme faz vários paralelos com a trilogia “O Senhor dos Anéis”; de maneira geral, os efeitos especiais são muito bons; a trilha sonora é fantástica! Também, na parte narrativa, há uma sequência muito bem feita de cenas ativas e reativas, o que me leva a enxergar o roteiro como bem costurado (ainda que, em matéria de ritmo, o filme flutua um pouco).
Neutro: o filme é um pedaço de presunto… Ele tem uma capa de gordura. Ou seja, excesso de material. Creio que a linguagem cinematográfica não sofreria muito se o filme tivesse alguns minutos a menos.
Pontos ruins: a tecnologia de 48 frames faz com que as cenas em computação gráfica, algumas vezes, realmente pareça computação gráfica… Isso faz com que, algumas vezes, haja uma excesso gráfico que torna a cena irreal. Ou seja, acaba por lembrar um video-game… Os personagens, com exceção de Torin, Gandalf e Bilbo não são nada desenvolvidos, chegando a serem bobos.
Menção honrosa: além, é claro, da cena das “Charadas no escuro”, há a batalha para se reconquistar Moria que, simplesmente, foi a cena mais linda medieval e de batalha que já vi (e, sim, eu estou comparando-a com a batalha por Minas Tirith de “O Retorno do Rei”).
PS1: Por coincidência, fui assistir ao filme no 121st aniversário natilicio de Tolkien.