Voltando (de vez, dessa vez)

Faz um tempo que não passou por aqui. Eu sei, “mea culpa” como dizemos católicos (eu incluído).

O motivo é simples: mudei o sistema operacional de meu computador e o programa de edição de vídeo não tem mais funcionado como deveria, está muito pesado e não está me deixando editar mais vídeos. Isso me levou a perder a vontade de gravar e sem novidades (ou foco) para o blog acabei por perder o hábito de escrever.

Meu plano agora? Tentar recomeçar. Ou melhor, recomeçar.

Nesse meio tempo consegui ter um livro meu religioso e católico publicado (há um pequeno sumário dele aqui e o site oficial aqui). Posso me chamar de autor (o escritor que teve seu livro publicado), mas de livros religiosos. De fantasia, ainda sou escritor.

Só espero mais uma opinião sobre o livro. Alguns começaram e pararam (por vários motivos), outros terminaram e não me deram feedback, por fim, há os que leram e me deram feedback e esses são um grande tesouro para mim como escritor.

Só espero mais uma opinião e, é isso! Arrumarei o que não está bom e aí, com certeza, o blog terá muita movimentação. Por quê?

Simples, me proponho a fazer um reality, mostrando como e a que editoras enviarei meu livro. Claro, com suas respostas.

E aí, dependendo delas, você poderão se alegrar ou compadecer de mim.

Que seja se alegrar!

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Retomando os trabalhos

Enfim, retomo os trabalhos no blog.

Não, eu não os abandonei, para a sorte ou azar de vocês!

O que acontece é que os escritores, de maneira geral, não trabalham apenas escrevendo, eles têm outros empregos. E eu estava em um emprego que não era minha área. O final do ano chegou e passou e eu não havia conseguido nada em minha área. Começou a bater o desespero…

Então, fiquei doente. Primeiro veio a gripe bastante forte, a baixa imunidade (graças a ter tomado chuva e por estar no banho quando a energia acabou) e um terçol horrendo no olho… Aí veio o mal-humor, afinal o escritor também é humano, a discussão com pessoas que se gosta… Um pouco de tristeza…

Mas, logo ao final desse período, veio uma entrevista de emprego e, num passe de mágica, estou empregado e a 200 metros de minha casa… Em minha área e, provavelmente, com tempo suficiente para escrever!

Nesse meio tempo, também consegui desenrolar (ainda que não totalmente) a trama do segundo livro das “Crônicas” e, finalmente, pensar em um esquema geral para… Pasmem… O terceiro volume! Claro que isso me deixou muito feliz e, assim que tiver um esquema de trama consistente para o segundo livro (e a opinião dos leitores de teste), pretendo começar a escrever o segundo.

Quanto a leitura de teste, sei que um leitor acabou e outro se aproxima do final. Meu coração? Saindo pela boca, claro!

De resto, cito rapidamente, não sei se já aconteceu com você, mas eu tenho boas ideias, ou o começo delas, no banho. Sabem por quê? Socialismos a parte, porque não estamos produzindo, nem nos cobrando para produzir. Ainda que eu, por convicção pessoal, acredite que o trabalho santifique o homem, e o homem sue trabalho, as 24 horas do dia não foram feitas apenas para produzir, isso é loucura da sociedade consumista que vivemos.  Quando fazemos o que devemos fazer da melhor maneira possível e, da mesma forma, damo-nos tempo para relaxar e desligar-se da “síndrome de produção” as ideias fluem… Pretendo falar mais disso em outro post.

De resto, penso que, neste ano, teremos o começo de minha “quest”, na busca de uma editora. Por fim, pergunto, quero voltar com meus vídeos, que acham disso?

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Minha opinião sobre “O Hobbit” (sem spoilers)

Primeiramente, a todos um feliz ano de 2013. Que frente ao marasmo que tive em 2012, possamos ter um ano novo iluminado, de muita fé, saúde, coragem, conquistas e muitas novidades!

Achei que, ainda que não costume fazer isso, gostaria de compartilhar minha opinião sobre o filme “O Hobbit”, de 2012, e que assisti dia 03 de janeiro de 2013. Devo dizer que, independente de qualquer opinião sobre o filme, valeu cada centavo…

Hobbit

Bem, antes de começar, como autor eu não sou um fã maníaco de Tolkien, ainda que o considere o pai da fantasia moderna e, com toda certeza, o meu pai como autor. Li “O Senhor dos anéis” quando estava no Ensino Médio, ainda antes dos filmes e, logo ao terminá-lo, li “O Hobbit”. Assisti a trilogia “O Senhor dos anéis” e admiro-a demais! Ainda que achei George Lucas um melhor diretor que o Peter Jackson, devo dizer que a coroação da trilogia cinematográfica com 11 Oscars, equiparando-a a “Ben Hur”, é mais que merecida! Porém, também entendo que os livros são livros e os filmes são filmes. Gosto dos dois e crucifiquem-me os puristas!

Sobre o filme: devo dizer que George Lumiere ficaria muito orgulhoso do trabalho do diretor Peter Jackson. O uso da tecnologia de 48 frames por segundo é, simplesmente, fantástico. Devo dizer que ela deve, pelo menos, quintuplicar a nitidez. Eu realmente me senti, da cena inicial à final, como se uma janela tivesse sido aberta e eu estivesse vendo o filme se desenrolando na minha frente, mas sem a ideia de que há uma câmera. Realmente como se eu estivesse nas locações. A experiência é fantástica! É muito interessante poder parar em uma cena e ver poros dos atores ou cabelos desgrenhados… Simplesmente, em minha opinião, o mais fantástico desenvolvimento tecnológico cinematográfico contemporâneo!

Pontos altos: além da tecnologia, o filme faz vários paralelos com a trilogia “O Senhor dos Anéis”; de maneira geral, os efeitos especiais são muito bons; a trilha sonora é fantástica! Também, na parte narrativa, há uma sequência muito bem feita de cenas ativas e reativas, o que me leva a enxergar o roteiro como bem costurado (ainda que, em matéria de ritmo, o filme flutua um pouco).

Neutro: o filme é um pedaço de presunto… Ele tem uma capa de gordura. Ou seja, excesso de material. Creio que a linguagem cinematográfica não sofreria muito se o filme tivesse alguns minutos a menos.

Pontos ruins: a tecnologia de 48 frames faz com que as cenas em computação gráfica, algumas vezes, realmente pareça computação gráfica… Isso faz com que, algumas vezes, haja uma excesso gráfico que torna a cena irreal. Ou seja, acaba por lembrar um video-game… Os personagens, com exceção de Torin, Gandalf e Bilbo não são nada desenvolvidos, chegando a serem bobos.

Menção honrosa: além, é claro, da cena das “Charadas no escuro”, há a batalha para se reconquistar Moria que, simplesmente, foi a cena mais linda medieval e de batalha que já vi (e, sim, eu estou comparando-a com a batalha por Minas Tirith de “O Retorno do Rei”).

PS1: Por coincidência, fui assistir ao filme no 121st aniversário natilicio de Tolkien.

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Inspirado pela musa

Ainda que faz tempo que não passe por aqui, tenho me dedicado bastante a páginas do projeto no Facebook. É uma forma de, ainda que mais devagar do que gostaria, divulgar as “Crônicas”.

http://darcymoore.files.wordpress.com/2010/04/800.jpg?w=126&h=194Porém, hoje aqui venho por outro motivo. Já há algum tempo uma ideia vem me martelando a cabeça. Uma ficção histórica, mas com uma temática: “E se…”. Para quem não conhece, esse tipo de romance é aquele quando se narra uma estória onde algo na História aconteceu diferente e, consequentemente, o presente daquela narrativa é diferente do futuro/presente que temos hoje. Lembro-me, por exemplo, do clássico “O homem do Castelo Alto”, onde, dentre outras coisas, os nazistas ganharam a II Guerra Mundial e colonizaram o espaço.

Não que meu tema seja esse, mas lembro-me dele. No meu caso, seria algo que iria mais para o “steampunk” (um gótico vitoriano, geralmente, com toques de modernidade e tecnologia a vapor) com temas que são de meu interesse. Enfim, são planos e pretendo, se Deus permitir, colocar mais ideias no papel assim que possível.

E aqui entra a questão da Musa…

http://3.bp.blogspot.com/_gq6cbfF2thg/TTdjmPwViEI/AAAAAAAAAcs/v8_Cf7ZPm4k/s1600/Calliope.jpg

Eu entendo porque os gregos colocavam suas artes na proteção de uma musa. Simplesmente porque, algumas vezes, é inspirações que, realmente,parecem brotar de fora de nós. Passei o dia todo inquieto até poder, finalmente, escrever algumas linhas e traços gerais de minha ideia. Ao fazer isso, as ideias fluíram e, inicialmente, parecem boas. A inspiração também me atacou há um tempo atrás, onde pude visualizar todo o segundo livro das “Crônicas” (leia isso aqui) e, ao mesmo tempo, me traz vislumbres do terceiro livro.

Porém, não acredito em inspiração. Acredito em trabalho. Colocar no papel é um ponto, porém, se falta muito ainda para se completar um romance.

O resto dos pontos é trabalho e muito suor…

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Em Nárnia…

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19 de novembro de 2012 · 19:24

Novos rumos

Boa tarde!

Não sei se todo autor tem isso, mas eu sei que aconteceu comigo. Eu sei, em linhas gerais, toda a estória que quero contar das “Crônicas de Dimir”, sei seu começo – que termina com o primeiro livro que escrevi -, seu meio e seu final. Mas, como disse, em linhas gerais. Porém, é interessante ver os detalhes aparecendo.

Sim, aparecendo.

Eu acredito que, em determinado momento, os personagens realmente ganham vida e a trama se adapta a eles e não o contrário. Os escritores passam tanto tempo com seus personagens quanto consigo mesmo, no fundo ele nunca está sozinho: na chuva ou no sol, no almoço ou no banho, lá está a multidão de personagens que você criou gritando por atenção.

Às vezes, e esse tem sido meu caso, um personagem se infiltra por alguma fenda do bloqueio do escritor (porque os escritores normais, como eu, têm um bloqueio que impede que eles passem o tempo todo de suas vidas em seus mundos fantásticos, porque, se isso não acontecesse, os escritores seriam esquizofrênicos) e aparece no momento mais estranho e da forma mais inusitada que pode acontecer. E quando o personagem resolve aparecer, ele adiciona um traço a mais na pintura, preenchendo o quadro com uma cor que lhe é própria.

Vários incidentes da trama, que completam o enredo geral da série, têm aparecido para mim. E eu tenho gostado muito disso, porque eu também, como autor, me surpreendo!

PS: e a leitura de prova? Tem continuado e tenho recebido elogios e, de maneira especial, pontos no texto que ou são ambíguos ou estão errados. Alguém já terminou a leitura? Não! Mas, aguardo ansioso esse momento!

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Linha do tempo

Boa noite!

Há muito tempo atrás, eu havia escrito um resumo da História de Dimir, como se chama meu mundo. É interessante que eu realmente havia gostado do que escrevera… Até ele desaparecer de meu computador. Passaram-se muitos anos e hoje, novamente, voltei a debruçar-me sobre isso. É interessante como Dimir envelheceu como eu, ela cresceu mais complexa, menos colorida e mais política…

Enquanto está acontecendo a leitura de prova – um dos leitores já se aproxima da metade do livro – continuo desenvolvendo este resumo das Quatro-Eras, além de Bíblias de Personagens, Reinos e Instituições. É um trabalho cansativo, mas que vai dando cor e vivacidade ao cenário. Também é algo que tem tomado meu tempo razoavelmente…

Enquanto isso, as ideias para a continuação do livro pulalam. Não comecei nada, porque o primeiro volume só terminará, oficialmente, quando os leitores de prova me derem suas opiniões. Até lá, a mente trabalha a mil, tentando criar possíveis cenários e cenas. Já há, inclusive, um resumo geral dele.

Arriscado? Talvez, mas se quero ser escritor, como conseguirei sem escrever? E, se quero ser autor, como conseguirei sem ter escrito?

PS: tenho uma novidade, mas contarei no próximo post!

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